Inspirado pelo Retiro da Fraternal

Postado na Categoria ENTREVISTAS, MINHAS FUNÇÕES, VIAGENS E AMIGOS por amatos em Terça-feira 21 Dezembro 2010 ás 18:36

Paul ScanlonAo longo de três dias, reuniram-se pastores e líderes, membros da FRATERNAL – Comunhão Nacional de Igrejas e Organizações Pentecostais e Carismáticas, para o seu V retiro, que acontece anualmente.
Na abertura, o Presidente da FRATERNAL, Pst. Carlos Cardoso, deu os bem-vindos a todos os presentes e desejou que para todos fosse um tempo de extrema comunhão e aproveitamento. Seguidamente, e em cada sessão, houve lugar para um pequeno tempo devocional, onde alguns temas de adoração foram interpretados, deixando o ambiente preparado para a introdução ao orador convidado, feita pelo Pastor Mário Rui, vice-presidente da FRATERNAL.
Foi então Paul Scanlon – Pastor Presidente da Abundant Life Church em Bradford - Inglaterra, o orador convidado, e trouxe como base da sua apresentação global, a referência da igreja que conduz, e a forma como nos últimos dez anos a tornou numa comunidade relevante, contextualizada e inclusiva. A expressão que marcou essa apresentação foi “reinventar a igreja” para o século XXI, onde falou de prácticas que levou a cabo para que esse processo acontecesse. Falou da realidade da sua igreja dessa época, do excesso de conforto e segurança que ela traduzia, e da forma como isso a estava a conduzir a um estado letárgico. Falou do quanto esse estado é altamente perigoso para uma igreja que pretende afectar e construir o Reino de Deus, não somente no presente, mas pricipalmente para a próxima geração e seguintes.
Paul Scanlon falou sobre reinventar a igreja e reformatar o nosso sistema de crenças como base dessa reinvenção, lançando o desafio aos presentes, de entrarem nas suas igrejas, na qualidade de visitantes, e percebendo-as na perspectiva de um visitante. Dessa forma o orador deixou clara a necessidade de compreender a mente interior de cada um dos que estão ou poderão vir a estar dentro das igrejas evangélicas. Falou sobre a busca incessante que estas pessoas fazem, pela paz a qual declarou ser, um sistema de crenças interior que sendo impossivel escolher o que se pretende “consumir” dele no imedito, é importante programar a cada dia . Neste contexto disse que “a fé é a manifestação do que cremos” e que ela se baseia nas nossas crenças, colocando a assim o nosso sistema interior de crença ligada ao nosso subconsciente e a fé ao nosso estado consciente.
Na penúltima sessão Paul Scanlon falou sobre a importãncia de correr riscos e no quanto á nossa volta tudo apela para a segurança, apelidando este estado social de “Paranóia da saúde e segurança”. A esse respeito lembrou o quanto tomar decisões, e até simplesmente viver, é um risco em si mesmo e, citando algumas frases do orador, lembrou que “Chorar é o risco de parecer fraco”, “Competir é arriscr perder”, “Ser confiante é arriscar parecer orgulhoso”, entre outras as quais resumiu dizendo que “arriscar nada, é o maior risco que podemos correr“.
A fechar o retiro o orador dirigiu-se aos pastores e líderes falando-lhes sobre a importãncia de envelhecer correctamente, dizendo que não é o envelhecer, mas a decadência física que nos conduz á morte. A este respeito deixou vários exemplos bíblicos, de antes e depois da declaração divina de limite de vida em Genesis 6:3.
O seu apelo final foi o de aprendermos a enviar sinais ao nosso corpo de que queremos viver e não morrer, através da boa manutenção fisica e da adopção de um estilo de vida saudável.
A sessão foi encerrada após um periodo de perguntas e respostas coordenada pelo pastor Mário Rui, pelo presidente da FRATERNAL, Carlos Cardoso.

A HISTÓRIA DO MOVIMENTO LAUSANNE

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por Carlos Cardoso em Quarta-feira 10 Novembro 2010 ás 2:36

capetownO Movimento Lausanne é uma rede global de “praticantes-reflexivos” que compartilham a mesma visão para o trabalho da evangelização mundial.

O movimento começou em 1974 através da visão de Billy Graham, que convocou o Congresso Internacional sobre Evangelização Mundial em Lausanne, Suiça. John Stott foi o arquitecto chefe do histórico Pacto de Lausanne gerado no Congresso.

Através do trabalho criativo de Ralph Winter, o Congresso Lausanne de 1974 introduziu o paradigma dos “Povos Não Alcançados”, termo ainda usado na missiologia evangélica moderna.

Deus também usou as vozes proféticas de Samuel Escobar e Renè Padilha para ajudar a Igreja a recuperar uma melhor compreensão bíblica da natureza holística de sua missão.

Em 1975, na Cidade do México, Jack Dain, bispo em Sidney e presidente do Congresso, presidiu a formação do então conhecido como Comité Lausanne para a Evangelização Mundial. Gottfried Osei-Mensah (Gana) foi indicado para função de primeiro secretário geral. Leihhton Ford (USA) foi eleito presidente executivo.

O Movimento Lausanne não é uma organização de associados. É um movimento global formado por líderes que abraçam o Pacto de Lausanne e que compartilham o compromisso de colaborar no trabalho da evangelização mundial. Como resultado da visão partilhada e dos contactos firmados em congressos anteriores, centenas de parcerias estratégicas foram estabelecidas no trabalho relacionado a grupos de povos não alcançados, tradução da Bíblia, ministérios de compaixão e justiça, ministério com estudantes, educação teológica, rádio e publicações e plantio de igrejas.

A semente plantada no primeiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial levou ao Segundo Congresso Lausanne em Manila, Filipinas (1989) e ao Cape Town 2010: Terceiro Congresso Lausanne sobre Evangelização Mundial, realizado em colaboração com a Aliança Evangélica Mundial.

“O PODER DAS IDEIAS DADAS POR DEUS” (3)

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por Carlos Cardoso em Terça-feira 1 Junho 2010 ás 17:58

escreverEm What the World Owes to Christmas (O Que o Mundo Deve aos Cristãos), o Dr. Victor Pearce, um académico de Oxford, conta a história da máquina de escrever. “A máquina de escrever foi a precursora do processador de texto. Mas como foi que um cristão acabou por inventá-la? Para escrever sermões. Falo a sério! Christopher Sholes estava preocupado com o seu pastor que tinha estado toda a semana ocupado a visitar vítimas de uma epidemia, a confortar os enlutados e a fazer funerais. Por esta razão, ele não tinha tido tempo de escrever os seus sermões de Domingo.

Um dia, Sholes, discutindo com um amigo sobre o que poderia fazer, disse: “É uma pena que não haja um método rápido de escrever para pessoas ocupados como o pastor Parsons”. O seu amigo respondeu: “Porque não se inventa uma máquina?” Sholes respondeu: “Vou tentar!” Aquela tarde de chuva foi o início de meses de trabalho árduo. Finalmente, um grupo reuniu-se para ver o bater no papel, em letras maiúsculas, C LATHAM SHOLES, Nov 1867. Seis anos depois, os Remingtons, uma família que se dedicou à manufactura de máquinas de escrever, reconheceram a máquina de escrever como algo que poderia revolucionar os negócios. Nessa altura, os empregados administrativos eram quase só homens, mas a Young Women’s Christian Association (Associação Cristã de Jovens Mulheres) começou a oferecer cursos de dactilografia. Inicialmente isto gerou um escândalo, mas como as primeiras dactilógrafas a serem formadas eram mulheres apressaram-se a contratá-las. Então a máquina de escrever e a YWCA determinaram que o lugar da mulher não era apenas em casa, mas podia também ser no escritório. “Será que não há problema se eu pedir a Deus para me ajudar com os negócios?” pode perguntar. Não! Deus quer ajudar o seu negócio para que assim você possa ajudar a levar o Dele para a frente, que é o negócio de alcançar o mundo com o Evangelho.

Extraído do Devocional ” A Palavra para hoje”

“O PODER DAS IDEIAS DADAS POR DEUS” (2)

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por Patricia em Terça-feira 1 Junho 2010 ás 16:56

brailleUma ideia dada por Deus pode mudar tanta coisa! O Braille de certeza que o fez! Em 1824, Louis Braille, um Cristão, inventou um sistema de pontos salientes para que as pessoas cegas pudessem ler. Ele inventou 63 símbolos representativos de todas as línguas, e então a Palavra de Deus foi, pela primeira vez, posta nas mãos das pessoas com problemas visuais. E as comunicações? Em parte, você deve o seu telemóvel e o seu computador a um cristão chamado Samuel Morse.

Quão diferente era o mundo antes dele! As notícias importantes demoravam duas semanas a chegar aos Estados Unidos, e relatórios de uma grande vitória podiam levar seis semanas a chegar à Grã-Bretanha. Um dia, um amigo perguntou-lhe: “Morse, quando fazias as tuas experiências, alguma vez chegaste a uma encruzilhada, sem saber o que fazer?”

Morse respondeu: “Mais do que uma vez.” O seu amigo perguntou ainda: “E o que fizeste nesses momentos?” Morse partilhou então o seu segredo: “Dobrei os meus joelhos e orei por luz, e a luz veio, e quando as minhas invenções foram conhecidas e elogiadas na América e na Europa eu disse: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao teu nome dá glória…”. Por esta razão a primeira mensagem enviada por cabo transatlântico foi: “O que Deus possibilitou“.

Agora acrescente um outro cristão chamado Louis Pasteur, o cientista francês que nos mostrou que a infecção é resultado de coisas que não podemos ver, nomeadamente germes e vírus. Ele introduziu métodos de esterilização que acabaram por salvar a vida de milhões.

Pensa que Deus já ficou sem boas ideias? Claro que não! Peça-Lhe uma para a sua vida, para o seu ministério ou para o seu negócio!

Extraído do Devocional ” A Palavra para hoje”

“O PODER DAS IDEIAS DADAS POR DEUS” (1)

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por Carlos Cardoso em Terça-feira 1 Junho 2010 ás 16:51

anestesiaAs boas ideias vêm de Deus, então peça-lhe uma. O mundo tem sido abençoado por aqueles que o fizeram. Pense na anestesia: imagina ser operado sem ela? Era assim que o faziam até que um médico escocês, chamado James Young Simpson, introduziu algo a que ele chamava “sono artificial”. Enquanto aluno na Universidade de Edimburgo, sentia-se atraído pela cirurgia porque o incomodava a dor e a taxa de mortalidade que se vivia durante as operações. Depois de ler: “Então o Senhor Deus fez cair um sono profundo sobre Adão…” (Génesis 2:21), Simpson pensou que o clorofórmio poderia ser a solução. Primeiro experimentou nele próprio. Finalmente, em 1847, aconteceram as 3 primeiras operações com clorofórmio. Um dos doentes, um jovem soldado, gostou tanto da experiência que pegou na esponja e inalou outra vez. “Era demasiado bom para acabar” disse ele. Primeiro Simpson encontrou oposição. Alguns pensaram que era um pecado interferir com a natureza. “Passe-me a Bíblia” disse o Dr. Simpson “Foi assim que Deus operou Adão”. Simpson fez discursos, escreveu cartas e panfletos e tentou convencer aqueles que se opunham de que esta era a maneira de dar um passo em frente. Quando houve um atraso no processo ao ser atribuída ao clorofórmio a culpa de três mortes no hospital, Simpson conseguiu provar que a anestesia não estava a ser aplicada correctamente quando isso acontece. A maré mudou quando a rainha Vitória deu à luz o seu oitavo filho sob o efeito do clorofórmio e declarou que estava “bastante satisfeita com o efeito”.

Hoje peça a Deus uma ideia que abençoe os outros. Depois, comece a trabalhar nela!

Extraído do Devocional ” A Palavra para hoje”

Permanece na Liderança – By T.D. Jakes

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por amatos em Quarta-feira 14 Abril 2010 ás 13:45

liderançaA maioria de nós tem dificuldade em viver com os requisitos e as exigências diárias, assim como com as responsabilidades. Numa tentativa de nos “repousarmos” daquilo que nos é exigido, procuramos, com frequência, estabelecer alianças que não são as melhores. Quando fazemos isto, pomos em risco os nossos ministérios.

A verdade é que é fácil perdermos a nossa posição de liderança, quando procuramos obter a amizade daqueles que somos chamados a liderar. É simplesmente incompatível ser-se familiar com as pessoas, permanecendo ao mesmo tempo, numa posição de autoridade como homem de Deus.

A maioria dos pastores ama profundamente as pessoas. Esta é a característica que os torna tão eficazes no seu ministério. Os seus corações “quentes” e as suas personalidades afectivas tornam-nos carismáticos e de fácil relacionamento. E, no entanto, é esta mesma característica que, se tiver rédea solta, vai criar problemas na congregação. (mais…)

Newsletter de Mal Fletcher acerca da Conferência de Missões da ICMAV

Postado na Categoria ENTREVISTAS por Carlos Cardoso em Quarta-feira 31 Março 2010 ás 17:29

Esta é uma cópia de uma newsletter que Mal Flecther envia regularmente para os seus subscritores.
Aqui ele fala sobre a Conferência de Missões!

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WIRED LEADERSHIP

Portugal é uma nação de 10,6 milhões de pessoas. Cinquenta e dois dos seus municípios não têm igrejas evangélicas.”

Mal Fletcher foi o orador convidado numa recente Conferência, e hóspede de uma das igrejas mais progressistas e inventivas de um destes municípios.

Com o tema “Missão no Mundo Wired”, Mal abordou as questões sobre o presente e futuras mudanças culturais, e de como estas têm impacto sobre a forma como a Igreja compartilha a sua mensagem.

O Pastor Carlos Cardoso, fundador e anfitrião da Conferência disse: “Algumas pessoas de referência disseram-me que trazer Mal aqui, foi absolutamente a melhor coisa que poderia ter feito para nos ajudar a equipar as nossas igrejas para os próximos dez anos. Gostaríamos que ele voltasse e já estamos a planear algo.”

Mal visitou Portugal cerca de sete ou oito vezes, e em cada vez encontrou uma audiência com muita fome e muito atenta à sua mensagem.

Depois deste evento ele disse: “Eu estou realmente ansioso para ver o que vai acontecer em Lisboa durante os próximos anos, em termos de liderança e de testemunho cristão.”

Sempre que falo aqui, seja para um evento ou para uma liderança aberta, tenho a impressão de que as pessoas estão realmente envolvidas com o que estão a ouvir, e que querem, por isso em prática.”

Alguns dos principais líderes envolvidos neste evento irão fazer parte da reunião anual “Consulta para uma liderança estratégica” como hóspedes da Next Wave International. Este ano esta reunião vai ter lugar em Espanha, de 6 a 8 de Maio e estarão presentes como convidados, líderes de diversas igrejas em rede, de 15 ou mais nações de toda a Europa, para uma cimeira de alto nível estratégico.”

Dois livros sobre relacionamentos

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por Carlos Cardoso em Sábado 12 Dezembro 2009 ás 8:18

RelacionamentosigrejaAqui estão dois livros muito interessantes e de excelente conteúdo para se ler e estudar – RELACIONAMENTOS! Esta é uma matéria muito actual e pertinente, sobretudo nos contextos de uma sociedade muito centrada na performance do indivíduo.
Na ICMAV valorizamos a construção, o desenvolvimento e fortalecimento de relacionamentos saudáveis.

A Palvra Para Hoje

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por Carlos Cardoso em Sábado 12 Dezembro 2009 ás 8:14

igreja3É um devocional da UCB Portugal. Simplesmente Excelente! Dos melhores que já tenho lido. Em muitas, mas mesmo muitas, tenho sido bastante EDIFICADO, com os seus textos diários. Não perca este devocional. Pode adquiri-lo na nossa livraria.

O horror do vazio

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Quarta-feira 9 Dezembro 2009 ás 12:26

MÁRIO CRESPO – Jornal de Notícias 25.11.2009
Mario CrespoDepois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates,
secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.

Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias os mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica “a morte do sentido de tudo” dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um “casamento” nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a  possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência.

Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em  presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do “casal” de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que  o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um “casamento” porque não são o “acasalamento” tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo “liberalismo moral” como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o “fracasso político-económico” do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.

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