CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE
ESTADO DE ISRAEL
A sociedade do actual Estado de Israel é altamente estratificada: no topo estão os askhenazim, louros germânicos e eslavos, oriundos do centro e leste da Europa, onde falam o iídiche (cujos parentes sofreram o genocídio nazista), modernos, secularizados, pouco ou nada, praticantes da religião, e que idealizaram, fundaram e detêm os cargos chave do governo.
Abaixo ficam os sepharadies, expulsos pela inquisição católica, principalmente das penínsulas ibérica e itálica, onde falavam o ladino, e que viveram, por séculos, em países do norte de África e do Médio Oriente de hegemonia arábico-islâmica.
São considerados “pré-modernos”, menos afeitos à democracia ocidental, e possuem uma percentagem maior de praticantes da religião. Um grupo menor e mais recente são os falashas, judeus negros etíopes, descendentes do intercâmbio entre os dois países na época do rei Salomão e da rainha do Sabá.
Os askhenazim e os sepharadies têm grão-rabinos e sinagogas em separado. Há mais reformistas entre os askhenazim e mais ortodoxos entre os sepharadies, proporcionalmente, com presença de ambos entre os conservadores (conservadores culturais, não nos dogmas).
Embora registados como cidadãos e portadores do passaporte de Israel, vem a seguir, em ordem discente na pirâmide social: os drusos, os árabes cristãos (grego-ortodoxos, sírio-ortodoxos, arménios, coptas, uniatas, latinos, protestantes, etc) e os árabes islâmicos (com as suas clássicas divisões). Mais recentemente, tem surgido mais um grupo, de reduzida expressão: os judeus messiânicos, ou judeo-cristãos.
A sociedade do Estado de Israel é pois, complexa, e comporta no seu interior uma diversidade de interesses. Sua população actual é de 5 milhões e 700 mil habitantes, dos quais 1 milhão e quatrocentos mil (cerca de 20%) são cidadãos árabes que, exercendo seus direitos limitados, conseguem alguns assentos no Knesset (Parlamento).
Antes da criação do Estado de Israel, em 1948, esses diversos grupos conviviam em paz no território, por muitos séculos.
PORQUE O ORIENTE MEDIO TEM A MAIOR CONSETRAÇÃO DE PETRÓLIO, E PORQUE OS PAISES SÃO MUITOS POBRES
“JUNIOR NEVES” POR QUE O ORIENTE MEDIO POSSUI UMA GRANDE IMPORTACIA POLITICA- ESTRATÉGICA