CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Segunda-feira 26 Janeiro 2009 ás 19:19

NOVO POVO DE DEUS
1. Deus – na economia da salvação – chamou Abraão, deu aos seus descendentes um espaço geográfico, onde deveriam ser o Povo da Aliança: monoteísta, portador da Lei e dos estatutos, modelo de ética individual e social, com um sacerdócio estabelecido ao redor de um Templo, com uma revelação que também se fazia pelos profetas, e cujo objectivo último seria a chegada do Messias na plenitude dos tempos;
2. O povo de Israel teve a sua trajectória marcada pela instabilidade e pela desobediência do bezerro de ouro e das murmurações no deserto, ao culto idolátrico, politeísta e imoral a deuses estrangeiros, com uma sucessão de maus dirigentes. Os profetas procuram exortar, corrigir e advertir. Deus, como correctivo, permitiu a Israel ser invadido por outros povos e sofrer dois exílios. Por dois séculos antes do Messias, houve silêncio na revelação. O reino do norte (Israel) já havia desaparecido, e o que restara do reino do sul (Judá), era uma província periférica e enfraquecida do Império Romano, dirigida, política e religiosamente, por usurpadores.
3. A primeira aliança chega ao fim, com o nascimento, a obra e a ressurreição do (rejeitado) Messias, é quando o véu do templo se rasga. Com a destruição do Templo, no ano 70 ad., cessam os sacrifícios, porque o cordeiro já fora imolado; cessam os profetas. Uma obra estava acabada, a descendência de Abraão e David seria uma bênção para as nações na pessoa de Cristo. A partir daí fica apenas o Judaísmo, como uma religião monoteísta presa à narrativa do passado. Só há um caminho de salvação: Cristo, e os judeus, para serem salvos, deverão ser enxertados na árvore da Nova Aliança.
4. Com o Pentecostes inicia-se a Nova e Eterna Aliança, o último e definitivo pacto: a Igreja, o novo e actual Israel, Povo de Deus de todos os povos e para todos os povos. A Nova Aliança herda e completa a Antiga. Escreve o apóstolo Pedro: “Mas vós sois a geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (I Pedro 2:9). Esta tem sido – por dois mil anos – a visão dos Pais Apostólicos, dos Pais da Igreja e dos Reformadores.
5. Integramos o Antigo Testamento (mais o Novo Testamento) no Cânon das Escrituras Cristãs. A despeito de nos sentirmos afectivamente vinculados às terras dos episódios bíblicos e por onde o nosso Senhor andou, não podemos – nem devemos – identificar o actual Estado de Israel com o Israel antigo da Bíblia. O nosso compromisso no Médio Oriente – e em todo o mundo – é com os nossos irmãos e irmãs da Igreja, e não com os judeus, os islâmicos, ou qualquer outro. Em respeito às Sagradas Escrituras e ao consenso dos fiéis de vinte séculos, não nos cabe elaborar teorias para apoiar agendas geopolíticas do presente.
A paz é fruto da justiça!
Pela paz em Jerusalém, e para todos os povos!
Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
Diocese do Recife – Comunhão Anglicana



2 Comentários »

  1. Comentário por JUNIOR LAIS SILVIA MARA E DANI — 26 de Abril de 2010 @ 12:41

    PORQUE O ORIENTE MEDIO TEM A MAIOR CONSETRAÇÃO DE PETRÓLIO, E PORQUE OS PAISES SÃO MUITOS POBRES

  2. Comentário por JUNIOR LAIS SILVIA MARA E DANI — 26 de Abril de 2010 @ 12:47

    “JUNIOR NEVES” POR QUE O ORIENTE MEDIO POSSUI UMA GRANDE IMPORTACIA POLITICA- ESTRATÉGICA

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