A SIMPLIFICAÇÃO DA VIDA (Thomas Kelly)
Este amor pelas pessoas é quase tão estupendo quanto o amor de Deus. Queremos as pessoas porque temos pena delas, ou porque realmente as amamos? O mundo precisa de algo mais profundo do que a pena; precisa do amor. (Quão banal esta frase, mas quão verdadeira!) Mas no nosso amor às pessoas, seremos apressados, englobando todos os homens e tarefas na nossa preocupação amorosa? Não, esta é a função de Deus. Mas Ele, operando em nós, divide a sua preocupação vasta e dá a cada um de nós a porção devida. Esta se torna a nossa tarefa. A vida do Centro é uma vida dirigida do céu.
Boa parte da nossa aceitação de uma multidão de obrigações é devido à nossa incapacidade de dizer “não”. Vemos que uma tarefa precisa ser feita e não há ninguém para fazê-la. Calculamos o nosso tempo e decidimos que talvez dê para incluí-la. Mas a decisão parte da cabeça, não do santuário da alma. Quando dizemos “sim” ou “não” nessa base, temos de dar razões para nós mesmos e para os outros. Mas quando dizemos “sim” ou “não” à base da orientação interior e sussurros de incentivos do Centro, ou então à base da ausência de qualquer “elevação” interior da Vida para nos encorajar, não temos razões (explicações) para dar, menos uma – a vontade de Deus como nós discernimos. Aí, começamos a viver sob orientação divina. E tenho descoberto que Ele nunca nos guia a viver num frenesi intolerável. A Paciência Cósmica torna-se em parte, a nossa paciência, pois Deus está operando no mundo. Não trabalhamos sozinhos no mundo, tentando terminar desesperadamente uma obra para ofertar a Deus.
A vida do Centro é de paz e poder. É simples. É serena. É estupenda. É triunfante. É radiante. Não ocupa tempo algum, mas ocupa o nosso tempo. Renova nossas programas. Não precisamos ficar frenéticos; Ele é o timoneiro. E quando termina o nosso pequeno dia, deitamos em paz pois tudo vai bem.