Permanece na Liderança – By T.D. Jakes
A maioria de nós tem dificuldade em viver com os requisitos e as exigências diárias, assim como com as responsabilidades. Numa tentativa de nos “repousarmos” daquilo que nos é exigido, procuramos, com frequência, estabelecer alianças que não são as melhores. Quando fazemos isto, pomos em risco os nossos ministérios.
A verdade é que é fácil perdermos a nossa posição de liderança, quando procuramos obter a amizade daqueles que somos chamados a liderar. É simplesmente incompatível ser-se familiar com as pessoas, permanecendo ao mesmo tempo, numa posição de autoridade como homem de Deus.
A maioria dos pastores ama profundamente as pessoas. Esta é a característica que os torna tão eficazes no seu ministério. Os seus corações “quentes” e as suas personalidades afectivas tornam-nos carismáticos e de fácil relacionamento. E, no entanto, é esta mesma característica que, se tiver rédea solta, vai criar problemas na congregação.
Problemas? Sim. É na verdade um problema quando nós, como pastores, tentamos criar amizades com aqueles que pastoreamos. É um problema quando trocamos confidências e pedimos a sua compreensão, de um modo que não é realista.
Pensemos nisto, como um pai que tenta partilhar os seus problemas com o filho de 8 anos. O filho pode pedir ajuda ao pai para solucionar os seus problemas, mas o pai não pode fazer o mesmo em relação ao filho.
Dentro do contexto desta metáfora, podemos ver que para se ser um bom pai, por vezes, é impossível sermos um “companheiro” para com o nosso filho. Se tivermos esta atitude, ele vai ficar confuso pela nossa constante mudança de atitude e, em última análise, vai tornar-se desrespeitoso.
Tal como o pai que estabelece uma relação de “companheiro” em relação ao filho, muitos de nós estamos a perder a nossa base de autoridade porque depositamos os nossos assuntos pessoais, frustrações, problemas matrimoniais, dilemas financeiros e muito mais, nas pessoas que nos procuram para serem ajudadas.
Não estou inocente de nada do que aqui partilho. A realidade, é que a luta para servir as pessoas é aumentada pela solidão que acompanha este ministério, assim como pela critica sempre presente, que advém daqueles que confundem o distanciamento da liderança como arrogância e indiferença, em relação às necessidades do povo.
Resumindo, somos condenados qualquer que seja a posição adoptada. Se nos tornarmos íntimos da congregação perdemos a nossa eficácia, se permanecermos na nossa posição como líderes, somos olhados como insensíveis. Que fazer? O exemplo de Moisés pode ajudar a trazer luz a esta situação.