Entrevista Publicada na revista Vivacidade

Postado na Categoria ENTREVISTAS por Carlos Cardoso em Sexta-feira 6 Junho 2008 ás 1:19

Esta entrevista foi publicada na Edição de Abril do Vivacidade.

Carlos CardosoExtrovertido, é um homem apaixonado por natureza. Apaixonado pela esposa Nana, com quem está casado há 27 anos. Mas também por um bom livro e pelo Benfica, clube do seu coração. A generosidade que o caracteriza – tem prazer em dar – contrabalança a impaciência que é o seu defeito (a esposa confirma). É por isso que não suporta a falta de pontualidade. “Considero-a como falta de respeito para com os outros”, afirma peremptório. Marcas talvez de uma infância vivida em colégios de internato. Mas a música ajuda-o a descontrair ao som de Rui Veloso, Santana ou Israel & The New Breed. Guloso por mousse de chocolate e bolo de bolacha, considera Cascais como o melhor sítio para viver e Lisboa como a cidade portuguesa de eleição. O que não obsta às saudades das praias de Angola e dos seus 25 anos!
Aos 52 anos, Carlos Cardoso (Carlitos para os amigos) é pai de Bruno (casado recentemente) e de Rute e celebra hoje uma década de pastorado da Igreja Cristã Manancial de Águas Vivas. Um homem apaixonado pela vida, afinal.

Carlitos, quando assumiste o pastorado da ICMAV, há 10 anos atrás, fazias alguma ideia do que te esperava? O que esperavas encontrar?
Fazia (pensava que sim na altura). Dez anos decorridos e penso que na realidade não fazia. Esperava encontrar uma igreja maior do que era.

Deparaste-te com uma realidade muito diferente?
Não muito, mas com diferenças substanciais.

Que desafios e dificuldades enfrentaste então?
Mudar a sua cultura e dar-lhe propósito foi o mais difícil. A ICMAV tinha uma cultura denominacional de muitos anos e, para mudar isso, tornava-se necessário fazer mudanças que nos levassem a crescer e a tornarmo-nos uma igreja relevante.

E medos?
Tive medo de partir/dividir a igreja o que felizmente não aconteceu, antes pelo contrário, cresceu.

O que mais te encantou nesta comunidade?
Foi sempre uma comunidade ensinável e isso encantou-me.

Foi um “amor à primeira vista” ou construído no tempo?
As duas coisas. Mas hoje continuo cada vez mais apaixonado por ela.

Que maiores diferenças encontras entre a ICMAV de hoje e a de há 10 anos atrás?
Eu não quero responder a essa pergunta porque posso ser mal interpretado. Quem cá está há 10 anos que avalie a ICMAV no tempo de então e de agora. É melhor assim.

Carlos Cardoso O trajecto que delineaste para esta igreja tem sido conforme planeado ou sofreu desvios inesperados?
No reino de Deus as coisas nunca são exactamente como esperamos e cremos. Há muitos imprevistos no percurso de crescimento e de mudança. No entanto, de uma maneira geral, tudo tem acontecido como esperado; algumas vezes até para além do esperado. Deus sempre nos surpreende pela positiva.

Muitas vezes comparas esta comunidade com um Ferrari. A teu ver, o tal Ferrari ainda se encontra reluzente no “stand”, circula em velocidade estabilizada ou já acelera na auto-estrada?
É verdade, eu faço muitas vezes essa comparação. Passo a explicar: esta igreja é uma grande “máquina” cheia de potencial e de recursos e que ainda tem muito, mas mesmo muito para dar. É minha convicção que a ICMAV só agora está a começar a perceber isso. Só agora está a começar a entender que há uma longa corrida para fazer. E vai fazê-la.

Que nacionalidades podemos encontrar na comunidade ICMAV?
Temos pessoas oriundas de todos os países de língua portuguesa.

Essa diversidade é, para ti, um obstáculo ou um estímulo?
Claramente um estímulo. Vejo nisso uma grande riqueza cultural e de oportunidades.



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