O Sonho de Luther King!
Fez ontem precisamente uma semana que Barack Obama, foi eleito Presidente dos Estados Unidos da América. Uma eleição tem sempre o valor que tem, mas esta teve muito mais:
1º Por ter sido nos Estados Unidos;
2º Por ter sido no momento de maior crise de política económica nos E.U.A. e no mundo em geral;
3º Por ter sido no momento de maior contestação à intervenção americana no Iraque, e
4º Por ter sido o 1º Afro-Americano a concorrer e a ganhar as eleições nesta grande nação.
Quanto às primeiras três razões nada têm de surpreendente. Mas a última e 4ª razão sim, na medida em que há 40 anos atrás, foi assassinado um homem, que era um Pastor Baptista e que tomava o nome de Martin Luther King; morreu na luta e na causa dos Direitos Civis. Insurgiu-se contra a discriminação e segregação racial. Por isso pagou com a sua própria vida.
Eu, era uma criança quando isto aconteceu e, lembro-me perfeitamente que este acontecimento, apesar de não ter tido, a mesma força mediática que hoje as notícias têm, por muito pobres e fracas que sejam, esta teve grande mediatismo. Afinal, fora assassinado um Pastor Baptista, de cor negra e que pouco tempo antes da sua morte, discursara perante muitos milhares de pessoas, que tivera um sonho (I Have a dream), em que todos os cidadãos americanos, independentemente da sua raça, teriam as mesmas oportunidades e, seriam tratados como filhos daquela nação, com valor e dignidade.
Hoje, nos meus 53 anos, regozijo-me porque posso contemplar o cumprimento do sonho e do discurso profético de Martin Luther King – Um Afro-Americano tornou-se o 1º Presidente dos E. U. A. Martin Luther King viu o sonho; nós que conhecemos o sonho e o discurso do mesmo, podemos ver a sua concretização.
Os sonhos têm esta capacidade, de vermos no tempo e para além dele. A nossa vida é efémera, mas os sonhos são intemporais. Foi o caso de Luther King. Não sei o que Barack Obama será como Presidente, se bom se mau, espero que seja bom; mas uma coisa eu sei, Martim Luther King acertou.
- Morreu pela CAUSA CERTA
- Viu na altura o que todos vemos hoje,
UMA NAÇÃO “SEM RAÇAS”.