Fazer Contas, por T.D. Jakes

Postado na Categoria AS MINHAS LEITURAS por Carlos Cardoso em Quinta-feira 18 Dezembro 2008 ás 11:06

O Teu Plano = Propósito Divino

A primeira coisa a fazer é certificares-te de que o teu plano encaixa dentro do propósito divino para a tua vida. O plano é o método pelo qual o propósito é alcançado. Nós, como seres humanos, não temos o direito de controlar o propósito, mas podemos ajudar no desenvolvimento do plano. Quando analisamos o propósito divino que tem sido dado a cada um de nós, e que sabe que não está neste lugar por coincidência, ajuda-nos a trabalhar em harmonia com o propósito divino.

A admiração, apesar de ser uma coisa maravilhosa, tem levado muitas pessoas a perderem a concentração em descobrirem qual é o seu propósito, levando-as a adoptarem o propósito de outros. É importante manter o direito a sermos pessoas únicas com um propósito distinto. Será que não te apercebes que toda a tua habilidade , talentos e recursos, foram pré-determinados para que  possas alcançar o teu propósito? A tua habilidade, talentos e recursos são o teu equipamento e acessórios, dados por Deus, para que usando-os possas alcançar o que Ele tem determinado. Por outras palavras, foste criado para fazer aquilo para o qual Ele te chamou a realizar.

Este conhecimento é importantíssimo para aqueles que têm a tendência em denegrir a sua criação sem igual. Foste criado com um propósito específico em mente. Há uma razão para teres a personalidade que tens. Há uma razão para teres as necessidades e aptidões que tens. Mas isto não significa que não existam áreas em que não necessites de disciplina e concentração. Mas quero que fique bem claro de que a maior parte do que Deus te tem dado, não é nem bom nem mau. É neutro e nebuloso até que o uses para o bem ou para o mal. É semelhante ao dinheiro: Torna-se bom ou mau dependendo da maneira como gastas. O dinheiro usado para a compra de droga podia ter sido usado para alimentar os famintos. Se desconheces o teu propósito, as tuas ferramentas vão servir para abusar em vez de abençoar.Primavera

Não existem pessoas sem valor, mas sim pessoas que foram mal colocadas, mal ensinadas, mal instruídas, pessoas que precisam de ser realinhadas com o propósito para o qual foram criadas. Não ter um propósito faz-nos desperdiçar os nossos dias, nada alcançando. Faz-nos sentir como se vagueássemos sem direcção e sem um alvo. Este sentimento de “andarmos à deriva” tem levado muitos ao álcool, alguns às drogas e outros ao suicídio. A ausência de propósito pode trazer um sentimento de confusão, apesar de vivermos num ambiente familiar. Pode fazer a pessoa sentir-se um estranho no meio da sua própria família. A tua vida não tem falta de nada? Será um sonho não realizado ou um propósito não descoberto? Qual a causa da alma se sentir doente e do espírito se sentir perdido com o passar dos dias nos quais não há propósito?

Colabora com o Criador

Quando não temos conhecimento do nosso propósito, vagueamos sem eficácia, apesar de despendermos muito do nosso esforço. Movemos os pés no moinho da vida, mas não conseguimos cobrir os quilómetros de terreno necessários para atingirmos o nosso objectivo. O fracasso em realizarmos o nosso propósito aparece quando falhamos em descobrir e em desenvolver uma base espiritual para as nossas vidas. Quando consultamos Deus, Ele dirige-nos para o seu propósito divino e juntos criamos um plano, que é como um esboço de construção entregue para apreciação dos arquitectos, construtores e proprietários.

Muitas pessoas dependem de Deus para fazerem seja o que for. Soa bem, mas não faz sentido. O ser humano tem contribuído com o seu esforço em algumas coisas desde o início da Criação. Deu nome aos animais, construiu a arca, construiu a casa de Deus, o Templo em Jerusalém. É imperativo que nós, através da colaboração, desenvolvamos uma compreensão do plano de Deus na Sua Graça, permite que contribuamos para o plano desde que não altere o propósito. Quando existe uma comunicação entre ti e o Arquitecto Divino, evita desentendimentos sem conta e esforços mal gastos.

A maioria de nós nunca procura conselho; acordamos pela manhã e começamos imediatamente a trabalhar. A tragédia é que a maior parte do que construímos até então vai ter de ser destruído e de ser refeito. Decidimos qual o curso (curso referente a trabalho) a seguir sem ter conta o plano. Estas escolhas são frequentemente, baseadas em finanças, conveniência ou noutras razões periféricas. Mas a escolha devia estar baseada numa única razão, o propósito de Deus. A pergunta é: Esta decisão aproxima-se ou afasta-se do alvo e propósito da minha vida? Se a resposta é afasta-me, porque perdemos tempo em tentar alcança-la?

VerãoO Espectáculo Continua

Não está errado analisarmos as nossas amizades à luz do propósito. Tem cuidado com os velhos amigos, especialmente quando efectuares grandes e radicais mudanças na tua vida. Alguns amigos são para a vida. Mas muitas das vezes escolhemos amigos com base em padrões da velha vida. Quando mudamos, continuamos a tentar preservar os velhos amigos, os quais nos obrigam a actuar como o fazíamos antigamente, mesmo que não o queiramos. É raro encontrares alguém que cresça a teu lado. Se o encontrares, é maravilhoso. Se não o encontrares segue sozinho. As escolhas são simples. Ou segues em frente correndo o risco de perderes esses amigos, ou te afastas do teu alvo tentando mantê-los como amigos. Alguns deles mostram-se ciumentos, quando na realidade estão confusos e intimidados. Eles sabem quem tu eras, mas mudas-te. Eles não querem ir para onde tu vais, e sentem-se ofendidos por terem de lidar com as mudanças na tua vida. E começam a dar-te problemas, publicamente e secretamente. Eles sentem-se incomodados com a perspectiva de terem de conviver com o teu crescimento. Lembra-te, faces sorridentes nem sempre espelham o que a mente está a pensar. Faces sorridentes podem cobrir espaços secretos que tu tens de descobrir e explorar.

Eu não estou a sugerir que deves escolher os teus amigos com base no que eles te podem dar para alcançares o teu propósito. Eles não são a tua fonte. Deus é a tua fonte, e deves apoiar-te n’Ele e nos talentos que Ele te deu. Mas afirmo que alguns dos teus relacionamentos não só não te ajudam, mas que são, na verdade, um tropeço que te afastam do teu alvo. Quando travares conhecimento com pessoas, faz uma pergunta a ti próprio. A tua pergunta não é: “Podem caminhar comigo?” A pergunta deve ser:”Conseguem eles crescer comigo?” Não admira que os nossos relacionamentos não durem. Tomamos decisões definitivas com base em necessidades temporárias. Nunca tomamos conselho, e no entanto, juntamos estes relacionamentos às nossas vidas. É como usar material de má qualidade para construir uma mansão, pela razão de que é mais barato e de que no fim tem o mesmo parecer que o material de superior qualidade. Não temos em conta as especificações do arquitecto que desenhou o edifício. Com o passar dos anos a casa começa a degradar-se. O material de qualidade inferior não aguentou o passar do tempo, as intempéries e outras forças da natureza. Perguntaste o que fizeste de errado. Não tiveste uma reunião de planeamento com o arquitecto, nem sequer olhaste para o seu plano de construção.

Constrói com Propósito

I Coríntios 3:9-10 – “Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquitecto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele”.

O propósito final é a razão pela qual te foi dado este tempo de vida. Se não conheceres o teu propósito e se não tiveres um plano, estás a desperdiçar o teu tempo. A maioria das pessoas caem nas armadilhas da vida porque não têm conhecimento do seu prpósito.

As relações e decisões contraproducentes, são as pessoas, lugares e coisas que nos afastam das metas para a nossa vida. Precisamos notar que somos atraídos pelas coisas que são contraproducentes. Não devemos basear as nossas escolhas pelas coisas que nos atraem, devemos escolher baseados nos caminhos quer nos foram propostos. Se a nossa escolha não nos leva por um caminho que nos faça atingir a nossa meta, porquê segui-lo? A meditação constante sobre o nosso propósito ajuda-nos a resistir à tentação de planearmos algo que nos desvie do nosso propósito. Temos de respeitar o propósito. Isto em sim mesmo, é uma forma de adoração, pois mostra que o arquitecto da nossa vida é Deus e não nós. Confessa Deus e não o nosso passado. A Bíblia diz:em Provérbios 3:6 – “Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” Se quiseres direcção para o teu plano, confessa o Seu propósito.

Se respeitares este princípio, os teus erros diminuirão. Quando errares, eles não serão debilitantes, pois vives segundo um propósito.Mantendo o propósito de Deus vivo, escolherás a atitude certa a seguir a qual te ajudará a corrigires as decisões erradas, as quais tomamos de tempos a tempos. Tenta manter o plano alinhado com o propósito tanto quanto poderes. Isto fará com que não desperdices tempo a corrigir os teus erros.Outono

Adequa-te à Estação

A segunda coisa a ter em conta quando planeias as despesas é: Qual a tua situação em relação à estação da vida? Estás empenhado em sobreviveres, ou consegues manter o teu caminho através das tempestades do Inverno ou do calor do Verão? Analisa o estado actual da tua vida, se quiseres entender como continuares.

Eclesiastes 3:1 – “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu.”

Provavelmente tens-te interrogado sobre o sucesso de algumas pessoas. Parece que eles sabem exactamente o que fazer. Esta não é a única razão. Eles também sabem quando o fazer. Não há nada mais trágico do que alguém que não se apercebe que está a fazer a coisa certa na altura errada. Estás no pico da eficácia quando dás fruto na estação própria. É aqui que a bênção tem lugar. Não podes fazer o que tens a fazer quando te apetece. Tens de o fazer na estação própria. O que é uma “estação”? Esta palavra “estação” deriva da palavra Hebraica “zeman”, que tem o significado de :” Tempo determinado”. Um tempo determinado, é um tempo escolhido o qual tem sido predisposto para o acontecer de um acto ou evento. É um tempo para o aparecimento do fruto. É aí que todos os elementos se conjugam para a concretização. É a convergência de todas as condições para a produção do melhor fruto: O estado atmosférico, a maturidade da árvore, a polinização, a chuva, a poda. Cada um destes factores complementa o outro, para que juntos tragam à realidade a função da árvore, dar fruto. Quando a estação própria chega, parece que é quase sem esforço que a árvore dá fruto.

Há fruto dentro de ti. Podes dá-lo com eficácia e abundantemente, mas só na estação própria. As quatro estações da natureza são um bom modelo a seguir para planeares o teu casamento, carreira, família, e todas as outras situações da vida, porque em todas as áreas da vida terás primavera, verão, outono e inverno. Inteira-te qual a estação que estás a viver. Descobre qual a estação para dares fruto e qual a estação para a ceifa. Então terás um tempo para preparares a preservação da fruta e, finalmente, sobreviverás ao inverno com o que criaste na primavera, apanhaste no verão e guardaste no outono. Planear para o futuro com base na estação actual, permite manteres-te no caminho certo, mesmo que as condições não sejam naturalmente adequadas a chegarmos ao fim da jornada.

Qual é a estação em que te encontras? Sabes? Podes encontrar-te numa estação diferente, dependendo da área focada. Por exemplo, podes estar no inverno em relação aos teus filhos, mas podes estar na primavera no que diz respeito ao teu casamento. A tua carreira pode estar no verão. Há leis diferentes para cada estação. Precisas de descobrir em que estação te encontras para cada área da tua vida, e então actuares conforme essa estação.

InvernoGénesis 8:22 – “Enquanto a terra durar, sementeira e sega, e frio e calor, e Verão e Inverno, e dia e noite, não cessarão.”

A Infância da Primavera

Primavera serão sempre os anos de planeamento e crescimento; é o tempo para alcançares. É nesta altura que a seiva necessária para a construção corre em ti e através de ti. Tens a seiva da paciência, a seiva da tenacidade, a seiva da perseverança; tens de arrancar com um negócio, construir uma casa, estabeleceres um casamento, criares filhos, ou qualquer outro propósito. Inicia-o com gosto e estabelece-o em força, não numa passividade indiferente. Vais desperdiçar este momento se fores dócil.

Primavera é a estação da paixão. É durante esta estação que tens a maior das paixões para realizares os maiores feitos. Não precisas de ser encorajado, motivado, para fazeres nesta estação o que necessitas de fazer. Este é o período da flor. O florescer da tua companhia. O florescer do desenvolvimento da criança que és, assim como do seu carácter. O que quer que seja que estejas a desenvolver, já nasceu mas é infantil.

A Primavera é excitante e nova. Assim como na estreia de um filme, é a tua noite de abertura. Mas lembra-te, só és novo uma vez. A Primavera é bela e revigorante, mas não dura. Não desperdices o teu tempo inquietando-te. É um tempo para trabalhares rápido e em força. Amanhã passarás de novidade para normal e comum.

Esta estação requer cuidados e tratamento. Não esperes da Primavera maturidade. Não é sábio frustrares-te com coisas que não têm tempo suficiente para serem maduras. A maturidade leva tempo. O que quer que seja que estejas a fazer na Primavera tem de ser treinado e discipulado para alcançar a maturidade. Esta à tua juventude. Que nenhum homem desdenhe da tua juventude. Eu não me refiro a uma idade, mas sim a uma era. Podes ter 70 anos, mas teres iniciado algo pela qual sentes uma paixão nova, e estás na tua juventude em relação a isso. É Primavera na tua alma!

A Estabilidade do Verão

O Verão é a época quente e turbulenta na qual cuidas daquilo que trouxestes à realidade. A infância acabou. É uma época de estabilidade. É nesta altura que estabilizas o que Deus fez na tua vida. Planeia para estabilizares o que alcançaste. A estabilidade consome tempo. Não a alcançarás facilmente. É nesta altura que “alongas as tuas cordas e firmas bem as tuas estacas.” Isaías 54:2. É o tempo da tua fortificação. É a estação em que te afirmas. Tens segurança e sentes-te confortável. Deixaste para trás o nervoso da Primavera, e atingiste um certo nível de consistência. Tens cicatrizes e nódoas negras, mas também tens confiança. Eu não digo arrogância, mas uma confiança que brota do facto de já te afirmares há algum tempo.verão

A tua vida está estabelecida e identificada, rotulada e classificada. É nesta altura que aperfeiçoas o que nasceu na Primavera. O Verão, com o seu sol quente, é uma estação de multiplicação. É durante este período de tempo que notas o aumento da pequena coisa que nasceu na Primavera. O Verão é tempo de multiplicação. E agora repara nisto: Tudo o que experimentares na tua infância durante a Primavera, seja bom ou mau, multiplica-se nesta estação. Provavelmente novas bênçãos, novos problemas com certeza. Isto vem com o Verão. Novos níveis trazem novos males. Espera o crescimento do que é positivo e do que é negativo. Esta é a altura em que muito se te dará. É também a altura em que muito se te pedirá. Se for uma criança tens menos trabalho a vesti-la; ela já se consegue vestir sozinha. Mas apresentam mais conflitos de atitude e personalidade. Se for um negócio, tens um maior lucro, mas tens de lidar com impostos, problemas de empregados, problemas do foro legal e inveja da competição. Ninguém parecia ter inveja de ti antes, porque lutavas para te estabeleceres. A inveja será, talvez, o primeiro sinal de Verão. Se aplicares isto ao casamento, esta é altura em que te estás a acomodar à tua posição. Possuis agora um lugar melhor para habitares. Adquiriste algumas coisas, talvez uma carreira ou uma criança. Tens algo a mostrar pelo vosso esforço conjunto. Mas é necessário um esforço maior para manter a paixão. Ainda estás apaixonado, mas por esta altura descobriste que estás casado com um ser humano. A tão propalada “lua de mel” acabou, e começas a descobrir o que a tua mãe te tentou avisar. Talvez não te arrependas da tua decisão, mas precisas aceitar que é necessário entregares-te ao casamento, ou ele vai deteriorar-se. A flor do amor primaveril turvou a tua visão, para que visses que a pessoa maravilhosa com que casaste não é tão fácil de conviver como pensavas. Mas tudo isto faz parte do Verão, e terás de o viver: A força e a fraqueza de desenvolver estabilidade.

Outono Maturidade no Outono

Neste período assentas. Produziste o teu fruto. Amadureceste em muitas áreas, já sabes o que esperar e como lidar com aquilo com o qual tens de trabalhar. Ajustaste as tuas expectativas e tiras benefícios da tua experiência: As pancadas e dor da vida.

É um tempo de calmaria. Não te perturbes por qualquer coisa. Já lá estiveste e já o fizeste. Estás preparado para as mudanças da vida. Agora vais ceifar os benefícios da longevidade. Não tens a paixão fogosa da juventude mas tens uma calma real, própria de um veterano. Se fores sábio, estás a trabalhar com mais esperteza e não com mais dureza. Sabes agora o que queres. Usas o teu conhecimento porque já viveste o suficiente para aprenderes umas coisas.

É também nesta altura que te apercebes, que tudo o que alcançaste será entregue a alguém ou a alguma coisa. De repente, percebes que o sucesso não está completo sem um sucessor. Este problema, da meia-idade, é uma verdadeira crise. Seja ela em relação a uma pessoa ou a uma empresa, dás-te conta que os problemas do dia a dia não são de grande preocupação. Preocupas-te agora com a mudança de estação. Vês que o que era popular não o é mais. Os métodos de se fazerem negócios estão a mudar. A criança tornou-se um homem. O casamento mudou da paixão para uma sociedade. O tempo passa e analisas a flor da Primavera, o construir do Verão e contabilizas não só o que tens mas o que alcançaste como pessoa.

A seiva diminui, a paixão esfria, as folhas morrem. É um tempo de mudança. O trabalho não muda, a estação sim. Com estas mudanças vem um nascer final de folhas vivas. A empresa tem as cores de um pavão, mas está menos maleável e mais rígida. O casamento está inundado de álbuns, fotografias e recordações mas os problemas de saúde começam a aparecer. Saboreias o presente, mas sabes que a tua vida atingiu o pico em muitas áreas. É um tempo de transição e preparação para o Inverno que se aproxima; o que guardaste nos teus armazéns, influenciará inevitavelmente a qualidade de vida nos próximos anos.

Com frequência, as pessoas destroem tudo o que alcançaram nesta altura. Esqueceram-se planear para o Inverno. Não nomearam um sucessor. O Outono é o último aviso da chegada do Inverno. Faz uma lista, enquanto tens energia, para fazeres correcções. Faz uma lista para a reforma. Um seguro de vida. Uma lista do que possuis. Reduzes a lista das tuas necessidades. Precisas de te preparar para entrares na próxima estação.

A Rigidez do Inverno

Esta é a estação que desafia a flexibilidade. É a altura em que as ideias se tornaram tão formais que a tradição é o ponto fulcral. É no Inverno que a tradição é mantida com paixão porque é tudo o que nos resta que nos é familiar, íntimo. Tudo o resto privilegia a mudança e o renascer da vida, à medida que ela se prepara para a próxima geração de pessoas, empresas e idéias.Inverno

Por esta altura surgiram novos níveis, modas, doutrinas, ideias e conceitos e, no entanto, o Inverno não se dá à elasticidade da mudança. Nem o deve. Não há nada pior do que o Inverno tentar mascarar-se de Primavera. É tão ridículo como uma senhora de idade avançada usar calças de licra. Ou um senhor de idade avançada usar calções de banho justos.

Esta é uma altura para avaliares o que alcançaste, gozares do que possuis, distribuíres os teus conselhos, e deixares o palco. Lutaste a boa luta, guardaste a fé, acabaste a corrida. Significa isto que cumpriste o teu propósito, e isto é o sucesso. A única altura em que o Inverno não é bem-vindo, é quando aparece antes do seu tempo. Tudo o que fizeres ou sejas, fá-lo antes do Inverno.

II Timóteo 4:21 – “Procura vir antes do Inverno,…”

Temos de viver o dia antes que a noite chegue e nos apanhe com o trabalho por fazer. E a noite vem, meu amigo. Ela vem, e não é algo de mau. A única coisa má é que com frequência nos apanha ainda lutando com decisões e assuntos, que não foram resolvidos na estação certa, antes que as tempestades de neve parem a nossa produtividade e limitem as nossas oportunidades.

Lembro-me de Jacob. No Inverno das suas vidas, todos os grandes homens fazem a mesma coisa. Eles dão o que guardaram; partilham a sua sabedoria e recursos porque, de repente, apercebem-se de que nada nos acompanha na partida. Jacob não foi diferente. Quando envelheceu, chamou os seus filhos ao pé da sua cama, dirigiu-se a Benjamim, cujas virilhas guardavam reis não nascidos, falou-lhe de potencial e grandeza e deixou-lhe uma palavra sobre as estações da vida, a qual me tem inspirado através de toda a minha vida.

Génesis 49:27 – “Benjamim é lobo que despedaça; pela manhã comerá a presa, e à tarde repetirá o despojo.”

Da sua cama de Inverno, à medida que a vida se esvaía e a morte esperava, Jacob ensinou ao filho que a manhã, a juventude de qualquer coisa, é uma altura em que se devora a presa. O ataque é feito ao princípio. É na paixão da tua juventude que atacas os teus inimigos.É o tempo de estares raivoso como um lobo. É na juventude de qualquer coisa que os teus apetites estão aguçados e as tuas paixões insaciáveis. Esta é a força que deves usar para devorar os teus oponentes.

Então diz a Benjamim que à tarde deve dividir os despojos. Se quiseres gozar a vida, tens de aprender quando deves devorar a presa e quando deves dividir os despojos. Ele diz-lhe para fazer o que está certo na altura certa. Muitas pessoas cometem o erro de dividir os despojos cedo demais, trazendo a bancarrota e a derrota. Outros tentam devorar a presa tarde demais, levando à morte do sonho e do sonhador. O sucesso é determinado pelo facto de fazermos o que está certo na altura certa. Jacob, ao ensinar esta lição aos seus filhos, esticou as suas pernas, beijou os seus filhos, e foi para a terra dos seus pais; e assim será com todos nós.

OportunidadesEscolhas e Oportunidades

O terceiro princípio neste processo de contabilizar os custos dos nossos sonhos, antes de continuarmos a nossa jornada é: Temos de desenvolver escolhas e oportunidades. Cada dia é uma bênção de Deus. O que fazes com ele é a tua bênção para Deus.Nós carregamos a responsabilidade da tua escolha. Por que ninguém nos diz que temos possibilidades de mudar o nosso dia através das escolhas que fazemos? Somos abandonados como cegos que tropeçam. Agarramos a esperança nos dias escuros, sem que a luz brilhante da decisão brilhe sobre os assuntos da vida. Tropeçamos sem a ajuda do braço forte da decisão e da escolha de modo a alterarmos os lugares escuros da vida. Levei metade da minha vida a descobrir o imenso poder da escolha e oportunidades.

Vestimos a nossa falta de coragem com a túnica rasgada do destino. Os raios da verdade ainda brilham através do tecido das desculpas que damos, para justificarmos um coração culpado, o qual não quis alterar as circunstâncias. Pomos de lado a nossa responsabilidade como uma absolvição religiosa, negando que as coisas poderiam estar melhores se tivéssemos actuado na altura certa. O pior de tudo, é que muitos de nós culpamos Deus e fazêmo-lo responsável pelas coisas que poderíamos ter mudado.

Deus dá-nos oportunidades. Agracia-nos com oportunidades, sendo cada dia um presente destinado a ser aberto e usufruído. Devemos agarrar cada momento como uma aventura. Se nos apercebermos do precioso potencial de cada novo dia, os nossos corações não serão inundados pela urgência em fazer com que cada momento conte para a eternidade. As oportunidades da vida vêm como a luz, a 360.000 Km/hora, e passam por nós antes que compreendamos de onde vêm e para onde vão. É o que a Bíblia chama de aurora do dia. O dia acaba, a noite chega ao fim, e é-te dada uma nova oportunidade de corrigires o que está mal, de passares obstáculos, de realizares o teu potencial.

Apanha a luz, tal como um jogador de baseball apanha a bola. Põe a luva e prepara-te para agarrares a oportunidade. Ela não espera. Ela virá. Se não estiveres preparado, ela vai passar. Tudo o que acontecer depois, lembra-te de que tiveste uma oportunidade. Tiveste a oportunidade de não casar com ela. Tiveste a oportunidade de responder a quem tocou à porta. Tiveste a oportunidade de dizeres: “Afasto-me”. Mas uma coisa é certa: Tiveste as oportunidades e as escolhas foram tuas. Portanto, tens de dizer:”Eu tenho as minhas oportunidades, faço as minhas escolhas, vivo com as minhas mudanças e tomo as minhas decisões”. E quando o dia chegar ao fim, diz a ti próprio, “A vida era minha e usei-a ao máximo”.Escolhas

Será que o destino tem influência? Claro que tem. O assunto é simples. Estás a viver o teu destino? Estás a satisfazer os desejos da tua alma e a dirigires-te para o teu destino pré-determinado? Ou estás a perder tempo “aqui”, em vez de estar “ali”? Não interessa o que alcances, não interessa o que queiras realizar, se falhares em agarrares o teu verdadeiro propósito , então a morte será trágica e a vida triste. O sucesso final é alcançado quando chegamos ao fim da construção e da luta da vida, e vemos que a casa que construímos tem a aparência do desenho que nos foi dado. Se construirmos qualquer outra coisa, poderemos alcançar os louvores dos homens, mas isso vai custar-nos a nossa paz interior e a satisfação que vem quando fazemos aquilo para o qual fomos chamados. Queremos ouvir o nosso mestre dizer:

Mateus 25:23 – “Bem está, bom e fiel servo.”

Queremos fazer contas ao custo da realização dos nossos sonhos, de maneira que o possamos pagar à medida que nos aproximamos do prémio sem preço que nos espera.



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