O horror do vazio
MÁRIO CRESPO – Jornal de Notícias 25.11.2009
Depois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates,
secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.
Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias os mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica “a morte do sentido de tudo” dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um “casamento” nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência.
Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do “casal” de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um “casamento” porque não são o “acasalamento” tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo “liberalismo moral” como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o “fracasso político-económico” do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.
“Aquilo que não podes efectuar sozinho, podes muitas vezes, realizá-lo com um companheiro.”
No mundo real, os homens e as mulheres que combatem os fogos são heróis – extinguindo fogos perigosos, fazendo com que as propriedades não sejam danificadas, e salvando vidas. Mas em relação ao manter o fogo da paixão aceso, não há ninguém a quem tu mais devas evitar do que um “bombeiro”. Assim como os Fariseus no tempo de Jesus, estas pessoas parecem fazer o propósito da sua vida apagar sonhos e deitar água na paixão.
Queres ser um melhor líder? Ao leres LEADERSHIP WIRED, mostraste o teu interesse em desenvolver as tuas capacidades de liderança. Mas será que na realidade compreendemos o que é a liderança?
Introdução
Quero partilhar convosco um pacto que tem 2 séculos e meio de existência. Oram leiam!
Como puderam verificar estive uns meses sem escrever nada. Tive necessidade de fazer um tempo de paragem e também de reflexão pessoal, face a uma série de coisas, que têm vindo a ocorrer na minha vida pessoal e ministerial. Nada de grave! Apenas um tempo “terapêutico” e de descanso; ponto final.
Recuso-me a estar desencorajado,
Um amigo meu, enviou-me este texto muito interessante, e que me ajudou a reflectir um pouco melhor sobre o Conflito do Médio Oriente. Está excelentemente bem escrito e acima de tudo, muito sóbrio, na sua análise sobre a situação ali vigente.