O horror do vazio

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Quarta-feira 9 Dezembro 2009 ás 12:26

MÁRIO CRESPO – Jornal de Notícias 25.11.2009
Mario CrespoDepois de em Outubro ter morto o casamento gay no parlamento, José Sócrates,
secretário-geral do Partido Socialista, assume-se como porta-estandarte de uma parada de costumes onde quer arregimentar todo o partido.

Almeida Santos, o presidente do PS, coloca-se ao seu lado e propõe que se discuta ao mesmo tempo a eutanásia. Duas propostas que em comum têm a ausência de vida. A união desejada por Sócrates, por muitas voltas que se lhe dê, é biologicamente estéril. A eutanásia preconizada por Almeida Santos é uma proposta de morte. No meio das ideias os mais altos responsáveis do Partido Socialista fica o vazio absoluto, fica “a morte do sentido de tudo” dos Niilistas de Nitezsche. A discussão entre uma unidade matrimonial que não contempla a continuidade da vida e uma prática de morte, é um enunciar de vários nadas descritos entre um casamento amputado da sua consequência natural e o fim opcional da vida legalmente encomendado. Sócrates e Santos não querem discutir meios de cuidar da vida (que era o que se impunha nesta crise). Propõem a ausência de vida num lado e processos de acabar com ela noutro. Assustador, este Mundo politicamente correcto, mas vazio de existência, que o presidente e o secretário-geral do Partido Socialista querem pôr à consideração de Portugal. Um sombrio universo em que se destrói a identidade específica do único mecanismo na sociedade organizada que protege a procriação, e se institui a legalidade da destruição da vida. O resultado das duas dinâmicas, um “casamento” nunca reprodutivo e o facilitismo da morte-na-hora, é o fim absoluto que começa por negar a  possibilidade de existência e acaba recusando a continuação da existência.

Que soturno pesadelo este com que Almeida Santos e José Sócrates sonham onde não se nasce e se legisla para morrer. Já escrevi nesta coluna que a ampliação do casamento às uniões homossexuais é um conceito que se vai anulando à medida que se discute porque cai nas suas incongruências e paradoxos. O casamento é o mais milenar dos institutos, concebido e defendido em todas as sociedades para ter os dois géneros da espécie em  presença (até Francisco Louçã na sua bucólica metáfora congressional falou do “casal” de coelhinhos como a entidade capaz de se reproduzir). E saiu-lhe isso (contrariando a retórica partidária) porque é um facto insofismável que  o casamento é o mecanismo continuador das sociedades e só pode ser encarado como tal com a presença dos dois géneros da espécie. Sem isso não faz sentido. Tudo o mais pode ser devidamente contratualizado para dar todos os garantismos necessários e justos a outros tipos de uniões que não podem ser um “casamento” porque não são o “acasalamento” tão apropriadamente descrito por Louçã. E claro que há ainda o gritante oportunismo político destas opções pelo “liberalismo moral” como lhe chamou Medina Carreira no seu Dever da Verdade. São, como ele disse, a escapatória tradicional quando se constata o “fracasso político-económico” do regime. O regime que Sócrates e Almeida Santos protagonizam chegou a essa fase. Discutem a morte e a ausência da vida por serem incapazes de cuidar dos vivos.

O Potencial de uma Parceria

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Sexta-feira 12 Junho 2009 ás 11:54

mãos“Aquilo que não podes efectuar sozinho, podes  muitas vezes, realizá-lo com um companheiro.”

Foi esta simples verdade, que dois veteranos da II Guerra Mundial ensinaram a um artista cómico da época.
Pouco depois da II Guerra Mundial ter terminado, Jimmy Durante foi convidado a executar um dos seus números mais populares num espectáculo para veteranos da II Grande  Guerra. Depois de consultar a sua agenda, bastante preenchida, decidiu que o melhor que podia dar era fazer um breve monólogo de cinco minutos, tendo de partir logo a seguir para actuar num outro espectáculo. Ele informou o director do espectáculo desta situação, sendo assim, a sua oferta foi aceite com grande alegria, por parte do director.

Chegado o dia do espectáculo, os lugares da audiência começaram a ser ocupados por veteranos de guerra, ansiosos por assistirem a uma boa exibição. Jimmy Durante subiu ao palco e deu início ao curto monólogo, conforme planeado. Passaram-se os cinco minutos. Ele continuou em palco. Passaram-se outros cinco minutos. E ele continuava em palco, fomentando um crescendo dos aplausos vindo do público. Outros cinco minutos foram gastos. Depois dez, quinze, vinte. O aplauso aumentava com a passagem de cada minuto, até que finalmente depois de trinta minutos Jimmy Durante fez uma última vénia e desceu do palco. Nos bastidores foi abordado por um dos espectadores, o qual lhe perguntou qual a razão para ele ficar tanto tempo em actuação, visto toda a gente saber que ele tinha de efectuar outro espectáculo. (mais…)

“Cuidado com os Bombeiros”

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Sexta-feira 12 Junho 2009 ás 11:31

carro de bombeirosNo mundo real, os homens e as mulheres que combatem os fogos são heróis – extinguindo fogos perigosos, fazendo com que as propriedades não sejam danificadas, e salvando vidas. Mas em relação ao manter o fogo da paixão aceso, não há ninguém a quem tu mais devas evitar do que um “bombeiro”. Assim como os Fariseus no tempo de Jesus, estas pessoas parecem fazer o propósito da sua vida apagar sonhos e deitar água na paixão.

Na história de Neemias, Sambalat e Tobias eram “bombeiros” clássicos. Sentindo-se ameaçados por aquilo que Neemias estava a tentar fazer, usaram de todas as tácticas imagináveis para apagarem a paixão que se tinha apoderado do povo de Jerusalém. (mais…)

A chave para Crescimento da Liderança

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Sexta-feira 29 Maio 2009 ás 15:33

leaderQueres ser um melhor líder? Ao leres LEADERSHIP WIRED, mostraste o teu interesse em desenvolver as tuas capacidades de liderança. Mas será que na realidade compreendemos o que é a liderança?

Liderança é influência – nada mais, nada menos. Pensa um pouco – quanto mais influência tiveres, mais dispostas estão as pessoas em seguir-te. Como diz o velho ditado, “O que pensa que é líder, mas não tem ninguém a segui-lo, está simplesmente a passear”. Tendo definido liderança, estamos prontos a estudar a maneira como ela funciona. Uma das chaves para nos tornarmos melhores líderes é compreender os cinco níveis da liderança. (mais…)

Características de igrejas “que curam”

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Sexta-feira 29 Maio 2009 ás 15:03

salvaçãoIntrodução

Deus designou a IGREJA para ser uma COMUNIDADE DE SALVAÇÃO.

Uma das palavras para SALVAÇÃO é:

SOZO que significa:

LIVRE, SALVO, RESTAURADO, CURADO ETC.

Desta forma podemos afirmar que uma Igreja deve ser:

UM CENTRO DE SALVAÇÃO

UM CENTRO DE CURA

UM CENTRO DE LIBERTAÇÃO E RESTAURAÇÃO

É no entanto minha convicção que a ÊNFASE OU O FOGO da Igreja, deve ser SEMPRE JESUS e não tanto a cura. A ênfase na cura põe a “CARROÇA À FRENTE DOS BOIS“, como se costuma dizer.

A CHAVE PARA A CURA NÃO DEVE SER, OU NÃO DEVE ESTAR CENTRADA, NA TÉCNICA, NA DOUTRINA OU NA EXPERIÊNCIA, embora tudo isso seja bom e necessário.

Um ambiente que seja genuín0 e completamente cheio da presença de Jesus – ou seja numa atmosfera de adoraçãoirá automaticamente tornar-se num ambiente de cura.

Igrejas com ministérios de cura têm descoberto que devem tornar-se também CENTROS DE DISCIPULADO onde se enfatiza a Palavra de Deus.

Devemos traçar uma linha clara e distinta entre um estilo de vida de seguir a Cristo, e um estilo de vida de conveniência. (mais…)

Frases e textos que me inspiram

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES, FRASES QUE ME INSPIRAM por Carlos Cardoso em Sexta-feira 29 Maio 2009 ás 14:51

mãosQuero partilhar convosco um pacto que tem 2 séculos e meio de existência. Oram leiam!

PACTO DE DISCÍPULOS DO SENHOR JESUS CRISTO CONTRA A PRÁTICA DA MÁ LÍNGUA E DO CORTE NA CASACA

Em 1752 um grupo de homens, apelidados de “metodistas”, entre os quais estava John Wesley, assinou o seguinte pacto, que cada um deles colocou na parede de seu gabinete.

Fica estabelecido entre nós, que assinamos este documento:

  • Que não ouviremos, nem procuraremos saber de más informações a respeito uns dos outros;
  • Que, no caso de, fora de nosso controle, ouvirmos algum mal acerca de outros, não seremos afoitos em acreditar;
  • Que, assim que for possível, comunicaremos oralmente ou por escrito, à parte visada, aquilo que ouvimos a seu respeito;
  • Que, enquanto não tivermos feito isso, não continuaremos a qualquer outra pessoa uma só sílaba do que ouvimos;
  • Que nem tampouco o mencionaremos, a qualquer outra que seja, depois de o ter feito;
  • Que não faremos excepção de nenhuma destas regras, a não ser que nos julguemos absolutamente obrigados a faze-lo em reunião de grupo.

O que sucederia aos nossos relacionamentos, aos nossos ministérios, às nossas igrejas, se decidíssemos viver este pacto?

Amigos!

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Quinta-feira 21 Maio 2009 ás 10:39

AmigosComo puderam verificar estive uns meses sem escrever nada. Tive necessidade de fazer um tempo de paragem e também de reflexão pessoal, face a uma série de coisas, que têm vindo a ocorrer na minha vida pessoal e ministerial. Nada de grave! Apenas um tempo “terapêutico” e de descanso; ponto final.

Estou de regresso a este espaço, onde espero continuar a escrever sobre mim e sobre o que penso do tudo e do nada, sobre as coisas que me impressionam, que me motivam e estimulam a ser o que sou, e o que ainda espero ser. Não sou (felizmente) um produto acabado. Acredito que tenho muito a aprender e consequentemente a CRESCER. Foram uns meses de paragem, mas muito ricos nos seus desafios. Pude ouvir dos homens e de Deus, fundamentalmente. A todos aqueles amigos, que me estimularam a continuar aqui vai um grande abraço.
Vocês são uma grande benção para a minha vida.

KAKÁ NÃO É DESTE PLANETA

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Quinta-feira 29 Janeiro 2009 ás 12:46

blog_kaka

Há dias, quando viajava para o Luxemburgo, abri o jornal desportivo Record, de 21 de Janeiro deste ano, e deparei-me com um artigo de opinião, que tinha como título, Kaká não é deste planeta.
Como sei que Kaká (eleito o melhor jogador do mundo de futebol no ano de 2008, Cristiano Ronaldo foi-o este ano), é um cristão convicto e assumido, comecei a ler a notícia, ou antes, o artigo, com redobrada atenção. É então que, leio o seguinte, “…Já se sabia que kaká vive perfeitamente desenquadrado da tribo do futebol no que toca a modelos de comportamento. A primeira imagem que passa é mesmo a de um cidadão exemplar que, por acaso, também é um futebolista extraordinário.”
Infelizmente, algumas vezes, ouvimos ou lemos notícias de cristãos, que nos deixam envergonhados, mas esta não foi o caso, pelo contrário, deixa-nos a todos orgulhosos pelo facto de alguém tão importante no mundo do futebol, dar um testemunho exemplar com a sua vida, do que significa ser um cristão.
O jornalista pergunta no fim do seu artigo, “Haverá outro Kaká no mundo?”
Sem dúvida que é uma pergunta pertinente. É claro, que eu conheço muitos Kaká’s, só que não jogam futebol, fazem outras coisas, que infelizmente não têm o mesmo mediatismo, mas…que eles existem, existem.
Contudo, estou muito contente por aquilo que o Kaká representa para todos nós, cristãos e não só – um exemplo de vida.

RECUSO-ME A ESTAR DESENCORAJADO

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Quarta-feira 28 Janeiro 2009 ás 16:45
Deus poderosoRecuso-me a estar desencorajado,
Estar triste, ou chorar,
Eu recuso-me a estar em baixo,
E esta é a razão:

Eu tenho um Deus que é Poderoso,
Soberano e Supremo,
Tenho um Deus que me ama,
E estou na sua equipa.

Ele é  Sábio e Poderoso,
Jesus é o Seu nome.
Ainda que tudo mude,
O meu Deus permanece o mesmo

O meu Deus sabe tudo o que se passa,
Do princípio ao fim,
A Sua presença é o meu conforto,
É um amigo para mim.

Quando a doença me assola,
E coloca os meus pensamentos no fundo,
Eu clamo pelo meu Poderoso Deus,
E em Seus braços estou seguro.

Quando as circunstâncias tentam,
Roubar a minha paz,
Junto ao Seu peito me aconchega,
Cessando o meu temor.

Quando o coração se derrete,
E a fraqueza me controla,
Recolhe-me nos Seus braços,
Aquietando a minha alma.

O grande Eu Sou está comigo,
A minha vida está em suas mãos,
O Filho de Deus é a minha esperança,
Na Sua força me levanto.

Recuso-me a estar derrotado,
Os meus olhos estão no meu Deus,
Prometeu estar comigo,
No percurso do meu viver.

Eu agradeço a Deus em tudo,
Os meus olhos estão postos Nele,
A batalha é Sua, a vitória é minha,
Ajudar-me-á na corrida a vencer.

De B. J. George

CONFLITO NO MÉDIO ORIENTE

Postado na Categoria AS MINHAS REFLEXÕES por Carlos Cardoso em Segunda-feira 26 Janeiro 2009 ás 19:19

16_meses_de_intifada_palestinaUm amigo meu, enviou-me este texto muito interessante, e que me ajudou a reflectir um pouco melhor sobre o Conflito do Médio Oriente. Está excelentemente bem escrito e acima de tudo, muito sóbrio, na sua análise sobre a situação ali vigente.
Leiam-no com paciência e muita atenção.
Um abraço.

“Quem Contra Quem?”

Desde a década de 1940 o mundo tem acompanhado, periodicamente, a eclosão de conflitos no Médio Oriente tendo como epicentro Israel/Palestina. Quais as origens e a natureza desta guerra?
Primeiramente, não se trata de um conflito entre o Islamismo e o Judaísmo. Ambas as religiões são divididas em correntes (“denominações”). O Judaísmo entre Ortodoxos, Conservadores e Reformistas; os Islâmicos entre Sunitas, Xiitas, Ismaelitas, Wahabitas. Em ambos os lados as suas correntes são subdivididas em sub correntes. Há islâmicos que aceitam a existência do Estado de Israel e há judeus (grande parcela dos Ortodoxos) que são contrários a existência desse Estado, que se pretende um “messias corporativo” e não um “messias pessoal” como acreditam.
A grande maioria dos Islâmicos e dos Judeus vive em outros continentes e regiões, distantes do local do conflito, a ele indiferentes ou contrários.
Em segundo lugar, não se trata de um conflito entre Árabes e Judeus.
A ampla maioria dos islâmicos não é árabe: Indonésia, Bangladesh, Paquistão, Afeganistão, Irão, África Sub-Sahariana. Os Árabes constituem-se em uma minoria dos Islâmicos e nem todos os islâmicos árabes vivem no Médio Oriente (Marrocos, Líbia, Tunísia, Argélia). A maioria dos judeus também vive fora da região, sendo o maior núcleo nos Estados Unidos da América.

(mais…)

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