A SIMPLIFICAÇÃO DA VIDA (Thomas Kelly)
O problema que examinaremos hoje carece de pouca introdução. Nossas vidas na cidade moderna tornam-se demasiado complexas e cheias. Mesmo as obrigações que consideramos absolutamente necessárias, aumentam a cada dia, e quando o percebemos, já estamos sobrecarregados de reuniões, cansados e apressados, cumprindo ofegantes uma roda-viva de compromissos. Somos muito ocupados para sermos boas esposas para os nossos maridos, bons maridos para as nossas esposas, bons pais para os nossos filhos, e bons amigos para os nossos amigos, e não temos tempo algum para sermos amigos para aqueles que não têm amigos. Mas se nos retiramos desses compromissos para passarmos algumas horas com a família, as responsabilidades da cidadania sussurram no nosso ouvido, e perturbam o nosso sossego. As escolas dos nossos filhos exigem o nosso interesse; os problemas da comunidade merecem a nossa atenção; as questões mais amplas da nação e do mundo pesam sobre nós. Nosso status profissional, obrigações sociais, participação em tal ou qual organização muito importante – tudo isso reivindica nosso tempo. Com uma fidelidade frenética, tentamos cumprir o mínimo aceitável de compromissos, mas vivemos esgotados e exaustos. Reconhecemos e lamentamos o facto de que nossa vida está se esvaindo, dando-nos tão pouco de paz e gozo e serenidade inabalável na santa Presença, onde sabemos que está o nosso verdadeiro lar, porque esta semana está muito cheia. (mais…)